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Etapas municipais do Congresso do PSOL em Curitiba já estão marcadas

20 jul
Mesa do I Congresso Nacional do PSOL.

Mesa do I Congresso Nacional do PSOL.

Em 2015 a militância e os filiados do PSOL tem uma missão muito importante: definir a nova direção nacional e o que o partido vai fazer nos próximos 2 anos no V Congresso do PSOL. E esse processo se inicia em breve, agora em agosto, com as etapas municipais (plenárias) que visam debater as teses e eleger delegados para o Congresso Estadual, momento que posteriormente serão eleitos delegados para o Congresso Nacional.

As plenárias acontecem nos municípios onde há filiados do PSOL. Em Curitiba, por conta do tamanho da cidade, serão realizadas 5 plenárias. O filiado deverá se credenciar apenas em uma, tendo direito então a participar do debate das teses escritas e inscritas para o Congresso. Para tal, precisará contribuir com a taxa de R$15,00, que vai custear toda a realização do Congresso.

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Convite: “Bancadas evangélicas em Curitiba e no Paraná: como enfrentar o fundamentalismo religioso no parlamento?”

22 out

ESTADO-LAICO5Bancadas evangélicas crescendo, Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos, candidatura de Pastor Everaldo e declarações de ódio de Levy Fidelix no debate da TV Record, aumento da bancada do PSC no Paraná… nos últimos anos, a disputa entre os fundamentalistas religiosos e a defesa do Estado Laico tem se acentuado no Brasil.

Para aprofundar o debate sobre o que é o fundamentalismo religioso e quais são as formas de enfrentá-lo, o Diretório Municipal do PSOL-Curitiba promove debate com o vereador Henrique Vieira (PSOL), de Niterói/RJ.

Professor, teólogo e militante dos direitos humanos, Henrique Vieira, de 25 anos, é casado, dá aulas para o Ensino Médio em diversas escolas de Niterói e é pastor da Igreja Batista do Caminho. Na Câmara Municipal de Niterói, Henrique é presidente da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade. Além disso, também é membro titular das comissões permanentes de Educação e de Direitos Humanos. Recentemente, um projeto de sua autoria, que aumenta a licença-paternidade para os servidores públicos da cidade, foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Niterói.

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Morreu Nelson Mandela!

5 dez

imagesPor Yuri Campagnaro*

Hoje morreu Nelson Mandela. Lider do movimento de libertação do povo negro em seu país, África do Sul, preso por décadas devido a sua defesa da igualdade entre brancos e negros, Mandela virou símbolo de combate a opressão. Embora os rumos da África do Sul tenham se tornado neoliberais na economia, sua luta consistiu num avanço.

Johanesburgo e outras regiões do país, na época de Mandela, segregavam os pobres dos ricos, os nativos dos colonizadores ingleses, os negros dos brancos. Nas oportunidades, no trabalho, nos salários, nas famílias e até mesmo no direito de ir e vir, os negros eram preteridos pelo preconceito. Existiam catracas físicas, como as que temos nos nosso ônibus, que dividiam concretamente a população em dois lados.

Em nossa cidade, também temos segregação e preconceito. A 17ª mais desigual e 43ª mais violenta do mundo concentra contra a população negra e pobre das periferias dados de violência contra esse setor, de pobreza e de má qualidade dos serviços públicos. Novamente, nas oportunidades, no trabalho, nos salários, nas famílias e no direito de ir e vir, o direito dos negros é aviltado. Existem em Curitiba, catracas. Não tão físicas quanto existiram no país de Mandela, mas tão presentes quanto. Tão terríveis quanto.

O PSOL Curitiba saúda Mandela nesse dia triste em que perdemos um militante contra a desigualdade e a opressão, e não se esquece da principal mensagem de seu exemplo de lutador: lutar contra a injustiça, as opressões, as desigualdades. É nessa inspiração que o PSOL Curitba tem orgulho de ter portado nas eleições de 2008 o slogan “por uma cidade sem catracas” em homenagem à derrubada das catracas físicas de Johanesburgo.

Viva Mandela! Viva o povo negro! Viva o socialismo!

*Yuri Campagnaro é advogado e militante do PSOL-Curitiba.

Funcionários do INCRA denunciam demora na demarcação das terras quilombolas

18 ago

quilombolasEm nota lançada no dia 14 de agosto, a CNASI (Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA) denunciou a demora do governo federal em garantir a demarcação de terras quilombolas.

O documento aponta as diversas formas com que o governo federal e o Congresso Nacional vem trabalhando para atrasar a demarcação de terras quilombolas. Como pano de fundo, está a opção política do governo e da maioria do poder legislativo por favorecer o agronegócio e o latifúndio, em detrimento do meio-ambiente, da reforma agrária e dos direitos dos povos singulares (indígenas, quilombolas, faxinalenses, entre outros).

O PSOL se solidariza com as demandas dos trabalhadores do INCRA (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) por entender que é dever do governo federal e de toda a sociedade garantir terras e demais direitos para povos que já foram tão explorados em nosso país.

A nota da CNASI pode ser acessada clicando aqui.

11J – É tempo de luta para a juventude e as trabalhadoras/es

11 jul

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O mês de junho demonstrou que a sociedade brasileira não ficará mais calada. Milhões de pessoas foram às ruas demonstrar sua indignação frente aos mais diversos temas. Ficou claro que o problema vai para além dos 20 centavos da tarifa: a reivindicação é por direitos, os quais ficam inviabilizados e precarizados em uma sociedade em que tudo se torna mercadoria. Mais do que nunca a voz das ruas chama por saúde, educação e transporte. O país do futebol questiona os gastos da copa, e não para por aí.

Está patente nas ruas uma recusa à forma tradicional de se fazer política, da qual a grande maioria da população não é sujeito ativo. O governo Dilma apontou de forma confusa uma proposta de plebiscito sobre reforma política, ao mesmo tempo em que dá respostas insuficientes, isso quando dá alguma, às demandas dos movimentos. Em primeiro lugar, reafirma que não mexerá no lucro dos empresários, e é a partir daí que faz suas propostas.

Os atos e paralizações que acontecem nesse dia 11 de julho por todo país são a prova de que as tentativas do governo de esvaziar as ruas não funcionarão. Não deixaremos de lutar enquanto não formos realmente ouvidos: queremos decidir tudo! O PSOL se orgulha de construir essas lutas em conjunto com o movimento, e é através dessa organização coletiva que acreditamos que conseguiremos conquistas.

Só a luta muda a vida!

 A luta do transporte não pode parar
Já conseguimos uma primeira vitória na cidade de Curitiba com a redução da tarifa para R$2,70 – mas isso ainda não é suficiente. A tarifa deve ficar congelada em R$2,60 e a CPI do transporte deve funcionar de fato para abrir a caixa preta da máfia da URBS! As ruas devem ser ouvidas: não ao ônibus rosa! Passe livre para estudantes e desempregados já!

Toda solidariedade aos quilombolas, contra a ADI 3239

17 abr

por Giovanna Milano*

No próximo dia 18 de abril será julgado no Supremo Tribunal Federal a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 3239, ajuizada pelo então Partido da Frente Liberal (PFL), atual DEM, em face do decreto nº 4887/2003, que estabelece o marco jurídico vigente das titulações de territórios quilombolas no Brasil. Enfileiraram-se ao lado do autor entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Associação Brasileira de Celulose e Papel (BRACELPA), Sociedade Rural Brasileira e o Estado de Santa Catarina em uma coalisão representativa dos interesses do agronegócio e do grande capital nacional.

O atentado contra o direito destes homens e mulheres quilombolas a permanecerem no território que ocupam reforça a ação da burguesia em favor da manutenção da concentração na estrutura fundiária brasileira e na perpetuação das dores de uma trajetória escravocrata que teima em não se encerrar neste país.

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