Trabalhadoras/es da Saúde fazem protesto em frente ao Hospital do Idoso nesta quinta-feira

18 ago

Sindy_psy_01Fonte: Sindypsi-PR

Ao meio-dia desta quinta-feira (20), cerca de 200 trabalhadores e trabalhadoras são esperados para uma manifestação em frente ao Hospital do Idoso Zilda Arns, em Curitiba. O objetivo é pressionar a Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde (FEAES), que administra serviços de saúde da capital,  a negociar a regulamentação da jornada de 30 horas semanais para as categorias. Atualmente, a jornada de trabalho na FEAES pode ser de até 40 horas por semana.

A mobilização é fruto de um cenário desigual: servidores estatuários da saúde de Curitiba já cumprem jornada de 30 horas semanais, enquanto os trabalhadores da FEAES não têm acesso a esse direito. Além disso, a redução da jornada de trabalho para a área da saúde é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O ato é organizado pelo Comando de Mobilização das Trabalhadoras e Trabalhadores da FEAES, grupo que se articula há dois meses para conquistar a jornada de trabalho de 30 horas semanais.  Trabalhadoras/es da Enfermagem, Psicologia, Administração, Fonoaudiologia, Farmácia e demais áreas participam das atividades do Comando.

Alguns trabalhadores vão comparecer à manifestação de preto usando maquiagem exagerada para indicar as olheiras e o cansaço comuns a quem cumpre a jornada de trabalho de 40 horas. Haverá 10 faixas  grandes com frases como “Quem cuida da saúde do trabalhador?” e “Saúde de qualidade se faz com trabalhador valorizado” e muitas bexigas. A previsão é de que a manifestação chegue ao fim perto das 13h30.

Por que 30 horas semanais?

Ficar mais de seis horas dentro de um hospital todos os dias não é fácil. Imagina permanecer oito horas em um ambiente insalubre, em contato com doenças infectocontagiosas e pessoas fragilizadas e em sofrimento. Todos esses fatores fazem com que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomendem a jornada de 30 horas semanais para os trabalhadores da saúde. Essa indicação é ignorada não só por todas as esferas do governo, mas também pelo setor privado.

“Um trabalhador exausto não consegue prestar o serviço de saúde ideal à população. Os gestores da FEAES precisam entender que o bem estar do trabalhador deve ser uma das principais preocupações entre aqueles que administram serviços de saúde”, argumenta o presidente do Sindicato dos Psicólogos do Paraná (Sindypsi PR), Thiago Bagatin.

Falta de isonomia entre trabalhadores de Curitiba

Em 2014, a Câmara Municipal de Curitiba aprovou um projeto de lei de iniciativa do Executivo Municipal que regulamentou a jornada de 30 horas semanais para 11 categorias da Saúde de Curitiba. Na época, o Sindicato dos Psicólogos do Paraná propôs uma emenda ao projeto que concedia esse direito aos trabalhadores da FEAES, mas a proposta foi rejeitada. “Desde a criação da FEAES, em 2010, Curitiba não abre concursos públicos para a área da saúde. Enquanto isso a Fundação, que contrata em regime celetista pois realiza administração indireta, vem crescendo e assumindo a administração de vários equipamentos de saúde de Curitiba. Esse cenário injusto tem que acabar: quem presta o mesmo serviço deve ter, também, os mesmos direitos”, afirma Thiago.

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