É preciso derrotar o novo pacotaço de Beto Richa

9 fev
Reeleito ainda no primeiro turno, o governador Beto Richa (PSDB) tem usado do apoio que recebeu para aplicar um plano de austeridade e ajuste fiscal no Paraná.Em dezembro do ano passado, foram aprovadas na Asssembleia Legislativa as seguintes medidas: aumento do IPVA em 40%, taxação dos inativos, corte no orçamento da Defensoria Pública e outras medidas que fizeram parte do “pacotaço”.No começo deste ano, a situação se agravou, com o não pagamento da diária dos bombeiros e policiais da Operação Verão, suspensão do pagamento do adicional de 1/3 de férias, demissão de 29 mil funcionários contratados no regime PSS (sem o pagamento da rescisão) e o completo sucateamento de todos órgãos públicos.

Junto a isso, Beto Richa passou a receber o maior salário entre os governadores do país, onde deputados estaduais reajustaram seus salários e juízes recebem auxílio-moradia.

Essas medidas são tomadas sem nenhum diálogo com a sociedade. A Assembleia Legislativa é completamente submissa e utiliza do “tratoraço”, método que transforma o plenário em “comissão geral” e permite a aprovação de projetos em 48 horas.

Mas o “pior estava por vir”: neste início de fevereiro, um novo pacote foi apresentado através das mensagens legislativas n. 001 e 002, que permite utilização do fundo previdenciário como orçamento regular do Estado, instauração de plano complementar para a previdência (Prevcom) com teto para as aposentadorias, extinção dos quinquênios e uma série de cortes no plano de carreira dos educadores, bem como cortes imediatos no auxílio-transporte dos afastados e de educadores em férias.

As medidas neoliberais que o governo tucano no Paraná vem aplicando são catastróficas para toda a classe trabalhadora e juventude. Com destaque, a educação vem sendo sistematicamente atacada através da diminuição do Porte das Escolas (método de cálculo utilizado pelo governo para definir quantidade de turmas, funcionários, pedagogos e professores por escola); a falta de repasse do fundo rotativo; suspensão de programas como Salas de Apoio, treinamento esportivo e atividades culturais e fechamento de turmas de Língua Estrangeira.

Como resposta a tudo isso, os trabalhadores e trabalhadoras do serviço público estadual preparam uma greve geral, com mobilização inédita de alguns setores. A assembleia dos trabalhadores em educação realizada em Guarapuava neste final de semana deu o tom do que serão os próximos dias para o Governo do Estado do Paraná: “Greve, Greve, Greve!”.

A unificação das lutas do funcionalismo público é a única saída para o enfrentamento às medidas neoliberais de Beto Richa. Nesta terça-feira, é previsto que novamente se estabeleça o “tratoraço” na Assembleia Legislativa para aprovação dos projetos de lei apresentados nas mensagens legislativas n. 001 e 002.

Somente a pressão dos trabalhadores organizados em conjunto com o restante da população será capaz de barrar o avanço das políticas de austeridade de Beto Richa e seus apoiadores.

Convocamos toda população a demonstrar seu apoio e solidariedade à greve geral do funcionalismo público. O PSOL Paraná se soma a esta luta e convida a todos e todas para estar presente na ALEP na terça-feira, dia 10, a partir das 9 horas.

É preciso lutar. Pelos nossos direitos, pelo nosso futuro!

Diretório Estadual – PSOL Paraná
09 de fevereiro de 2015

 

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Uma resposta to “É preciso derrotar o novo pacotaço de Beto Richa”

  1. Carla 10/02/2015 às 18:55 #

    É preciso que todo o estado do Paraná se mobilize com força , coragem , determinação e justiça .Não é justo que se aprovem leis tiranas e inertes fiquemos à frente de nossos televisores à assistir às novelas, aos BBB, ao campeonato de futebol, ao carnaval. Não! Basta a esta corja de políticos abocanhadores do nosso dinheiro!. Beto Richa diz que as contas publicas estão um caos ,então por que ele aumentou seu salário bem como dos deputados ? Caos nas contas publicas?! Mas assim não era no governo anterior! Pior de tudo é que querem meter a mão em 8 bilhões que asseguram a aposentadoria da classe trabalhadora ! Que país é este ? Conclamo ao Povo: não fiquemos apáticos a esta situação , deixemos de nos acovardar e saíamos às ruas para pedirmos explicações àqueles que custam muito ao cofre público, os “nobres” deputados e senhor governador.

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